A assessora do ministro dos Assuntos Parlamentares, Clara Regina Machado da Costa, ganha mensalmente a quantia de 3703,84 Euros, quando um funcionário da administração pública com esta categoria recebe entre 1893 e 2792,97 Euros, adianta a edição desta sexta-feira do Correio da Manhã.
Por seu lado, fonte do gabinete do ministro desvaloriza a situação afirmando que o valor do salário se justifica porque um trabalhador que passe recibos verdes não tem direito a décimo terceiro mês, a subsídio de férias e Natal e ainda tem de pagar o IVA.
Estes senhores pensam que o povo é parvo e não sabe fazer contas?
Primeiro, o valor do contrato publicado no DR é o valor acima indicado, acrescido de IVA. Logo o valor que a senhora vai entregar nos cofres do Estado é exactamente o que recebeu, ou seja não ganha nem perde.
Segundo, o valor de dois ordenados – os dois subsídios, acreditando que a dita senhora não os recebe – é muito inferior a doze vezes o diferencial entre o valor do seu contrato e o valor mais alto da categoria em que está enquadrada.
Depois para além do campo financeiro e sua contratação não segue as regras e os limites impostos à função pública. Ou seja funciona à rebelia de toda a orgânica do estado.
Pode-se com toda a legitimidade questionar se a dita senhora conseguira aquele lugar, se outro partido e outro ministro governasse aquele ministério. A resposta seria certamente negativa.
Ora quando o Estado não dá o exemplo de organização e rigor na sua actividade, como quer que os contribuintes o façam?
É que por vezes os nossos governantes parecem esquecer-se de que o dinheiro que usam é de todos nós. E ninguém, ou quase ninguém, gosta de deitar dinheiro à rua.
Não há razão nenhuma que possa justificar o injustificável. De resto estas contratações têm
acontecido e vão continuar a acontecer independentemente das reacções adversas que vão
provocando nas pessoas. Isto é para ser assim até
o reinado acabar e depois é que vão ser elas. É que desconhecendo-se os termos exactos em que os contratos estão celebrados, provávelmente quem vier a seguir vai ter de continuar a aguentar estas admissões.
Está aqui o exemplo,que o estado por intermédio destes governantes, não é uma "pessoa de bem"